Regressada da Índia, onde dei as boas vindas ao ano de 2008, como que por actos de magia a hora de ponta em Manhattan pareceu-me vazia, calma e o metro limpo. Nada mudou, apenas o meu olhar sobre o mundo depois de duas semanas em terras da Índia. Uma terra de contrastes, agarrada a uma sede de criar e manter uma identidade colectiva, num país retalhado por línguas, religiões e tradições díspares amalgamadas sob uma bandeira única. Lado a lado com sinais de modernidade deambulam vacas sagradas pelas cidades, rickshaws e carroças puxadas a camelos. O produto nacional e a tradição são ainda protegidos pela preferência da mulher pelo traje típico, o sari e, por vezes, o salwar-kameez (calças com túnica), para o seu dia-a-dia, seja o escritório ou o trabalhar os campos.
A passagem pela Índia foi uma viagem por uma realidade que não podia ser mais distinta da de um New Yorker. Aqui queremos as coisas para ontem e pensamos sempre em termos de eficiência e investimento/retorno, na Índia temos rapidamente que ter calma e aprender a esperar porque tudo leva o seu tempo.
A viagem foi também o casamento indiano de um grande amigo Nova Iorquino que visitava pela primeira vez o país da sua noiva. Foi uma experiência única. O casamento é um dos acontecimentos mais importantes na cultura Indiana. Desde que os filhos nascem, os pais começam a por dinheiro de parte para o evento. São três dias de festa, precedidos de muitos outros de organização e de preparação em família. No primeiro dia dançam-se canções tradicionais e outras mais modernas com música ao vivo na cerimónia do Sangeet. No segundo decorre a cerimónia da hena (Mehendi) para as mulheres e, em especial, para a noiva que cobre os braços até ao cotovelo e as pernas até aos joelhos de intrincados desenhos feitos em hena, reminiscentes dos mais complicados bordados ou rendas. Por fim, o ponto alto das celebrações é a procissão do noivo (Baaraat), em que o noivo chega a casa da noiva a cavalo ou elefante, e a cerimónia religiosa, seguida de uma recepção. Os Saris são bordados a pedras e ouro e passam de geração em geração porque não têm tamanho (são sempre cinco metros de tecido meticulosamente enrolados ao corpo) e porque são intemporais.
Depois de Ahmedabad, onde decorreu o casamento, Jaipur ou a cidade cor-de-rosa, com estada num palácio de sonho (The Raj Palace) e direito ao antigo quarto da Marajá. Foi uma forma inesquecível de receber o novo ano. Ainda Agra e o perfeitamente simétrico e harmonioso Taj Mahal; Deli; e Goa, a nossa velha Goa ou um paraíso na terra repleto de palmeiras e de vegetação luxuriante pontuado por Igrejas de traça portuguesa e antigas mansões coloniais. Por fim, Mumbai (antiga Bombaim), a capital financeira que afincadamente avança em direcção ao século XXI.
A passagem pela Índia foi uma viagem por uma realidade que não podia ser mais distinta da de um New Yorker. Aqui queremos as coisas para ontem e pensamos sempre em termos de eficiência e investimento/retorno, na Índia temos rapidamente que ter calma e aprender a esperar porque tudo leva o seu tempo.
A viagem foi também o casamento indiano de um grande amigo Nova Iorquino que visitava pela primeira vez o país da sua noiva. Foi uma experiência única. O casamento é um dos acontecimentos mais importantes na cultura Indiana. Desde que os filhos nascem, os pais começam a por dinheiro de parte para o evento. São três dias de festa, precedidos de muitos outros de organização e de preparação em família. No primeiro dia dançam-se canções tradicionais e outras mais modernas com música ao vivo na cerimónia do Sangeet. No segundo decorre a cerimónia da hena (Mehendi) para as mulheres e, em especial, para a noiva que cobre os braços até ao cotovelo e as pernas até aos joelhos de intrincados desenhos feitos em hena, reminiscentes dos mais complicados bordados ou rendas. Por fim, o ponto alto das celebrações é a procissão do noivo (Baaraat), em que o noivo chega a casa da noiva a cavalo ou elefante, e a cerimónia religiosa, seguida de uma recepção. Os Saris são bordados a pedras e ouro e passam de geração em geração porque não têm tamanho (são sempre cinco metros de tecido meticulosamente enrolados ao corpo) e porque são intemporais.
Depois de Ahmedabad, onde decorreu o casamento, Jaipur ou a cidade cor-de-rosa, com estada num palácio de sonho (The Raj Palace) e direito ao antigo quarto da Marajá. Foi uma forma inesquecível de receber o novo ano. Ainda Agra e o perfeitamente simétrico e harmonioso Taj Mahal; Deli; e Goa, a nossa velha Goa ou um paraíso na terra repleto de palmeiras e de vegetação luxuriante pontuado por Igrejas de traça portuguesa e antigas mansões coloniais. Por fim, Mumbai (antiga Bombaim), a capital financeira que afincadamente avança em direcção ao século XXI.
[Publicado no Semanário Económico - 18 de Janeiro, 2008]